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O apoio da mãe, do irmão, da esposa e de um amigo foi determinante para que Felipe Herbet Braga dos Santos subisse à tribuna do auditório da OAB/DF, nesta quarta-feira (15/5), para receber a carteira de advogado. Assim ele definiu ao iniciar seu discurso como orador da turma de 69 novos profissionais da advocacia que ganharam o documento. “São eles as pessoas que me permitiram realizar esse sonho hoje”, disse, em referência aos quatro.
Felipe enumerou as dificuldades que o curso de Direito impôs e as dúvidas e certezas que enfrentou. “Nós merecemos chegar aqui, somos dignos deste momento. Agora, somos fontes de inspiração para os futuros colegas que continuam tentando”, afirmou.
Na plateia, Abraão Alves Gomes, de 28 anos, que também aguardava ali sua carteira de advogado, reviu sua própria estória no discurso do colega. “O Direito para mim foi um sonho e eu me identifiquei com o discurso do Felipe. Minha esposa está grávida, assim como a dele, e minha mãe sempre me ajudou muito. A minha formatura foi resultado da luta e perseverança dela. Estar aqui é a realização de um sonho e vou começar do zero. Não tenho nenhum familiar advogado”, destacou ele, que mora no Paranoá”.

Danilo recebeu a carteira ao lado do pai e do avô

Danilo Dias Lourenço dos Santos, 25 anos, fez questão de receber a carteira ao lado ao pai e do avô de 83 anos. Bacharel em Direito, o pai, Gilmar Lourenço, foi uma fonte de inspiração, assim como o tio, que também é da área. A meta de Danilo é advogar nos tribunais. “Nunca tive dúvida disso”, destacou.

Amor e empenho

A parafinfa da turma, a advogada Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro, reforçou a importância da família para o desempenho acadêmico. “Esta vitória deve ser compartilhada com todos os familiares, porque são eles que partilham conosco as angústias, as alegrias, as dúvidas, desde antes da entrada na faculdade, como durante o curso, o estágio e a preparação para o Exame de Ordem”, comentou.

A parafinfa da turma, Dra. Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro

A paraninfa destacou que o jovens começam a profissão num contexto de evoluções muito rápidas. “Hoje o Supremo Tribunal Federal tem um assessor muito ilustre, que se chama Victor Nunes Leal, mas ele não é o saudoso ministro defensor das liberdades, ele é um robô que vai começar não só a catalogar processos por assunto, mas também a indicar ao ministro a decisão que ele costuma dar nos casos. Fará ainda um mapeamento de todos os votos, todas as decisões proferidas nas matérias em questão”, detalhou. “Competir com um banco de dados desta profundidade, e com mais 1,2 milhão de advogados que estão no mercado, não é fácil”, disse.
Segundo ela, para vencer as adversidades da profissão é preciso amor e empenho. “Amor pela causa, amor pelo Direito, amor pelo cliente”. Aos jovens que deixaram o auditório com suas carteiras, ela aconselhou um exercício permanente: “fechem sempre os olhos e se perguntem: se você tivesse um problema você se contrataria? Se sim, é porque está no caminho correto”, concluiu
O presidente da OAB/DF, Délio Lins e Silva Júnior, reforçou o conselho de Maria Cláudia. “Sigam à risca. Tenham sempre amor e paixão pela advocacia”, disse. Antes dele, a presidente da Subseção de Samambaia e do Recanto das Emas da OAB/DF, Joana D’Arc Soares dos Santos, reforçou que a seccional hoje é paritária e convidou as novas advogadas para ingressarem nos quadros da Ordem.
Dr. Marcos Souto Maior Filho e o Des. Flávio Britto do TRE-DF.
Compuseram também a mesa o secretário-geral, Márcio de Souza Oliveira, o diretor-tesoureiro, Paulo Maurício Siqueira, conselheiros federais, representantes das comissões, subseções, Conselho Jovem e da Caixa de Assistência dos Advogados do Distrito Federal (CAADF). Também compareceram o desembargador do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/DF), Flávio Britto, e o ex-juiz do TRE da Paraíba, Marcos Souto Maior Filho.
Fonte: OAB-DF

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